14.03.2018
4 coisas pra você ficar de olho na Pro League LATAM Season 7
Destacamos algumas informações e curiosidades para você aproveitar o mundial

Por Luiz Queiroga


Enfim, é chegada a hora de um dos maiores torneios de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege do cenário competitivo. A sétima temporada da Pro League vai começar na noite desta quarta-feira (14) e se estenderá até o dia 25 de abril.

CONFIRA: datas e horários dos jogos da Pro League

Serão sete semanas de tiro, porrada e bomba para descobrirmos qual organização vai levar o título latino-americano - além de faturar um prêmio de 57 mil dólares e a vaga mundial.

E como temos um carinho pra lá de especial com os amantes de R6 de todo o país, fizemos uma listinha de coisas que você precisa ficar de olho para curtir ainda mais a Pro League. Está preparado para a missão, operador?

1 - Em busca da redenção

Existe um seleto grupo de organizações que será no mínimo interessante de ver como se comportará em meio a disputa dessa Season 7. Quatro times para ser mais exato: Team Liquid, FaZe Clan, Black Dragons e-Sports e YeaH! Gaming.

Não estamos falando apenas das equipes de maior peso no cenário nacional, mas sim porque elas estiveram representando o Brasil no Six Invitational, em fevereiro, na cidade de Montreal, no Canadá.

Acontece que um sentimento de frustração tomou conta da comunidade uma vez que o desempenho desses times não foi o esperado. A BD acabou sendo quem mais avançou, chegando apenas na semifinal.

“As equipes brasileiras acabaram ficando abaixo da média. Apesar de a gente continuar com times ali no Top-8 no mundial, acho que essas organizações poderiam ter desempenhado papel muito melhor, principalmente na fase de grupos”, avaliou Otávio “Retalha” Ceschi.

Como já analisamos anteriormente, qual foi o aprendizado dos brasileiros após a disputa do Six Invitational?

2 - Grupo da morte

Para quem gosta de emoção, a fase de grupos já promete ser um prato cheio muito por conta da chave B. A comunidade apelidou como grupo da morte. Não era para menos, afinal, veja só quem está no páreo: Team Liquid, Faze Clan, BRK e-Sports e YeaH! Gaming.

As organizações, por sua vez, não estão preocupadas com isso. Para Gabriel “Cameram4n” Marçal, da FaZe Clan, a matemática é simples. “Ganhando dos mais fortes agora, a disputa da vaga para o mundial será com um time possivelmente mais fraco”.

André “nesk” Oliveira, da Team Liquid, encarou com naturalidade a pedreira no grupo. “Acredito que qualquer confronto nesse início da Season 7 venha ser difícil, pois todos os times que chegaram até aqui têm o seu potencial. Precisamos ficar bem atentos para não sermos pego de surpresa.”

O capitão da BRK e-Sports, Daniel “Novys” Novy, já esperava pelo pior. “Estávamos preparados psicologicamente para pegar um grupo pesado. Geralmente não temos muita sorte com isso.”

Mas é consenso entre os adversário de qual é a equipe a ser batida nessa chave. “A FaZe é uma equipe que vem com a mesma line faz tempo, então eles têm um teamplay bem foda. São ótimos players no individual também”, comentou João “Yoona” Gabriel, da YeaH! Gaming.

A comunidade votou na FaZe Clan como a equipe que vai se classificar em primeiro no grupo da morte

Do dou lado, na chave A, a Black Dragons aparece como equipe franca favorita a avançar em primeiro lugar - a concorrência conta com Team oNe, RED Canids Corinthians e BootKamp. Para Nicolle “Cherrygumms” Merhy, CEO da equipe, porém, não tem essa de classificação fácil. “É obrigação fazer o nosso melhor para a melhor torcida que sempre esteve ao nosso lado, seja nos momentos de glórias ou não.”

Em enquete popular, BD foi vista como franca favorita para avançar sem problemas

3 - Jogadores pra ficar de olho

Se estamos falando de Pro League, claro que são os melhores pro players da América Latina em disputa num torneio de altíssimo nível. E este quinteto promete:

4 - Finka & Lion

Poderemos ver em ação uma das novidades do Ano 3 de Rainbow Six Siege: a inclusão de Finka e Lion, agentes que chegaram com o evento Operação Chimera. Como já mostramos antes, a entrada desses operadores no circuito deu muito o que falar.

Uma das preocupações dos pro players era com relação a uma suposta vantagem no Ataque por conta dos gadgets dessa dupla de combate a ameaças biológicas. “Se eu pudesse resumir em uma única palavra o competitivo: Overpower”, definiu Dyjair “Mity” Soares, capitão da RED Canids Corinthians.

Cameram4n assinou embaixo. “A ideia é boa, mas acho que foram um pouco além. O ataque está com uma vantagem grotesca em cima da defesa, espero que esse jogo não fuja muito da realidade.”

Retalha, porém, pregou cautela com um diagnóstico precoce diante da entrada de Finka e Lion nas partidas. “Não está aquela coisa de qualquer equipe que atacar vai ganhar a rodada. Vai ter que saber utilizar no ataque. Não é só você pegar e ganhar a rodada. Tem que saber implementar dentro da estratégia e dentro da estratégia adversária e também dos gadgets adversários.”

O discurso de todas as equipes, porém, entrou em consenso com relação ao Meta do jogo. “Os novos operadores trarão um Meta muito mais forte pro ataque. A defesa deverá ser muito boa para que possa ganhar”, analisou André “Sensi” Kaneyasu, coach da Team Liquid.

E nesse cenário, Lion sai na frente de Finka na preferência dos jogadores. “Ele é mais forte e 100% dentro do novo Meta do jogo”, Cherrygumms. Já Dimas “Panico” Junior, da Team oNe, foi bem direto ao ponto. “Lion roubado, Finka inútil.”

Isso se chama Pro League, amantes de Rainbow Six Siege de todo o Brasil!

 

Luiz Queiroga é jornalista da ESL BRASIL. Siga-o no Twitter!